O educador 2.0 já existe?

Em 2011, uma estudante de 15 anos resolveu criar uma comunidade no Facebook para trocar observações sobre o conteúdo de provas e tarefas da escola que estudava no Rio de Janeiro. A ideia era formar um grupo de estudo, só que no ambiente virtual. A escola não gostou nada disso e a história virou caso de polícia (veja o link no final deste artigo).

Este e outros exemplos semelhantes, me fizeram pensar: Estamos realmente preparados, como educadores, para dividir e compartilhar conhecimento dentro e fora da sala de aula? Aqui na Casa do Zezinho não temos professores, no sentido nato da palavra. Temos educadores. A diferença é bem clara:

(…) um professor tem uma atividade que deriva do Latim professus, “aquele que declarou em público”, do verbo profitare, “declarar publicamente, afirmar perante todos”, formado por pro-, “à frente”, mais fateri, “reconhecer, confessar”. Trata-se de uma pessoa que se declara apta a fazer determinada coisa – no caso, ensinar.  (fonte: http://origemdapalavra.com.br)

Já o educador (Do lat. educatore) é o que ou aquele que educa, cuida, ensina, fornece valores, pratica a arte de ensinar. (fonte: dicionarioinformal.com.br)

Gosto da palavra arte na definição de educador. Outro dia mesmo, estava dizendo para um dos colaboradores aqui da CZ, o quanto dá trabalho ensinar: precisamos estar sempre atualizados, de cabeça aberta e desarmados de preconceitos diante da criança e adolescente com fome de conhecimento. Sou pedagoga de formação, já dei aula no formato tradicional e compreendo bem o salto necessário para “sair da cartilha” que é imposta aos professores hoje em dia. E com toda tecnologia, redes sociais, tablets e sei lá mais o que, como ficamos?

Esse negócio de 2.0 pra tudo só significa uma coisa na minha cabeça: temos que ser melhores. Melhores para ensinar, para aprender, para ouvir e compartilhar. Humanos 2.0, mais evoluídos e aprimorados. Isso quer dizer que precisamos deixar nossas crianças e adolescentes se manifestarem de verdade. Na Casa do Zezinho, temos alguns projetos neste sentido como o Web 2.0, o Vaga Lume e a Oficina de Aplicativos (que você pode conhecer melhor no site)  Todo mundo já está aprendendo a fazer seu blog, criar seu próprio conteúdo e, o mais importante, compartilhar a existência. Não seria este, o objetivo maior da educação? Praticar a “arte de ensinar” para que os próximos sigam ensinando?

Ninguém pode frear o progresso tecnológico. Precisamos caminhar juntos. Se o Educador 2.0 já existe? Existe sim, mas o Humano 2.0 precisa nascer primeiro.

Te vejo por aqui.

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