Aprenda com os elefantes

Os elefantes nunca esquecem

Para as instituições formais, educar parece uma fórmula pronta, uma linha reta de transporte de informações de um lugar (livros, escolas, métodos de ensino) para outro (o aluno). Se o caminho da educação fosse assim tão fixo, nossas crianças e adolescentes poderiam “aprender” da mesma forma que um cão é ensinado a realizar algum tipo de truque para deixar seus donos alegres. Ainda bem que a Natureza é mais sábia e apresenta diversos exemplos para diferenciar o comportamento condicionado da reação espontânea do aprendizado integral.

Veja o caso destes seres maravilhosos, os elefantes. Sabia que eles estão entre os animais mais inteligentes do planeta, junto com os chimpanzés, golfinhos e corvos? Uma série de experimentos realizados na Tailândia (veja aqui) demonstrou que estes mamíferos são cooperativos e trabalham entre si para resolver problemas, ensinar os mais novos e manter o grupo sempre unido e satisfeito. Muito mais do que eu vejo em muitos grupos de pessoas por aí…

A diferença básica entre aprendizado e entendimento torna-se bem mais clara ao vermos crianças do ensino médio (e mesmo adultos formados) errarem contas simples sem o auxílio de uma calculadora ou totalmente perdidos quando precisam atuar fora da sua área de formação. Não estou pedindo que sejam todos especialistas. Isso seria uma utopia. Mas, pô gente, que tal tentar agir um pouco como os elefantes?

Olha só: os cientistas do experimento que citei, resolveram soltar os animais na área de testes, separadamente, com até 45 segundos de diferença entre eles. O que aconteceu? Eles rapidamente aprenderam a esperar por seus parceiros! E com taxas de sucesso entre 88 e 97%. Isso é trabalhar em grupo e pelo grupo. Isso é cooperação. Quem é o animal “irracional” agora?

Na Casa do Zezinho trabalhamos com a didática de formação pela informação flexível do conhecimento. As crianças formam grupos circulares e os educadores estão sempre entre elas, sempre em movimento. Nenhuma informação é uma verdade absoluta: ela é debatida e questionada até que se torne um dado de valor. Esse valor representa algo que você deseja cuidar, proteger e manter. Em outras palavras, aprender transforma-se em um bem e perde aquela imagem de obrigação. Vira um prazer necessário. Lembra daquela frase “um elefante nunca esquece?”

Pena que não posso ter elefantes aqui (já imaginou?). Mas desenvolvemos o Projeto Makaya para que os Zezinhos reconheçam o cuidado com a Natureza e aprendam sobre a sustentabilidade, a biodiversidade e um conhecimento que não pode ser transmitido somente pelos livros e pela oratória. Convido todos vocês a conhecer o projeto e começar a sua plantação hidropônica (se não sabe o que é, clique aqui), plantar sementes, reeducar animais que sofreram abusos ou qualquer outro projeto cooperativo pelo qual se identifique. A maior descoberta dos cientistas é que toda cooperação entre os elefantes é resultado de um forte laço emocional entre os membros do grupo. Então, emocione-se. E transforme. Até a próxima.

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