A educação no país do futebol

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Vocês já sabem que o Brasil é a “bola da vez” porque vamos sediar a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas de 2016. O esporte representa uma das melhores ferramentas para o desenvolvimento porque ensina disciplina, trabalho em grupo, superação dos próprios limites e outros valores. O futebol, inclusive, é conhecido por transformar rapidamente o padrão de vida dos jovens de baixa renda com talento para o jogo. Concordo com todos que dizem “futebol é Arte” mas não posso deixar de perguntar: E como ficam as outras disciplinas?

Quando vejo os números divulgados para construção dos estádios e centros esportivos (algo como 33 bilhões de reais), fico pensando em quantas escolas, creches e outros projetos vão perder investimentos. O relatório divulgado em setembro pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) constatou uma queda nas matriculas de crianças até 03 anos (veja aqui). E este é só um exemplo.

O que mais ouço dos empresários é: “tem algum projeto com futebol, com esporte?” Minha resposta costuma ser: “Eu pratico educação. Temos oficinas de música, teatro, mosaico e muitas outras disciplinas de aprendizado.” O empresário me olha como se eu tivesse marcado um gol contra. Que mentalidade é essa?

É claro que eu gostaria de ver a minha marca dentro dos estádios, na camisa do jogador, ao lado da piscina olímpica. Gostaria mais ainda se isso representasse um desenvolvimento real para o jovem e a criança porque Copa e Olimpíada passam e vão embora. Alguém aí leu o relatório de 570 páginas sobre Educação da OCDE? Somos o quarto pior país em investimentos para Educação no mundo (de um total de 39 avaliados). Mais de um em cada cinco brasileiros entre 15 e 29 anos não vai à Escola nem tem emprego.

Deu pra entender que estamos perdendo o jogo faz tempo?

Nas minhas palestras eu sempre lembro que toda empresa sempre tem um time de futebol ou de vôlei mas que o empresário contratou o profissional de arquitetura, o técnico de informática, o advogado. Empresa contrata quem estuda e se forma. Então como fica se a própria empresa não investe no aprendizado? Fica sem pessoal capacitado para preencher as vagas. É que vemos hoje: empresas dando cartão vermelho para própria produtividade.

Futebol é show de bola e praticar esportes faz bem para saúde do corpo e da mente. Mas já passou da hora de tirar a Educação do banco de reservas e vestir a camisa pelo desenvolvimento do aprendizado e do ensino superior. No site do Todos pela Educação você pode conhecer as 5 Metas para virar este jogo até 2022. Não deixe para o último minuto do segundo tempo. Até a próxima.

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