A solidariedade não se compra

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“Quando a sua ajuda aos semelhantes é fruto de motivação e preocupação sinceras, isso lhe traz sorte, amigos, alegrias e sucesso. Se você desrespeita os direitos dos outros e descuida-se do bem-estar alheio, acabará imensamente solitário.” – Dalai Lama

Pausa sagrada com as netas para reanimar e inspirar minhas funções na Casa do Zezinho. Por incrível que pareça, elas queriam ver um desenho no DVD. O escolhido foi A Era do Gelo, o primeiro, que já assistiram milhares de vezes (inclusive comigo) mas não se cansam. Bom, avó é pra isso mesmo e muito mais.

Todo mundo conhece essa história super simpática de um mamute, um bicho-preguiça e um dente-de-sabre que se metem em confusões para proteger um bebê que precisa voltar para família. Aninhada com minhas netas, fui assistindo e pensando como nós, adultos, esquecemos das lições simples que um desafio pode trazer para nossas vidas estressadas e rápidas demais. Os personagens (todos de raças diferentes) se unem em torno de um objetivo comum que vem da necessidade de sobrevivência, onde seus interesses pessoais (mesmo egoístas) precisam ficar em segundo plano. O mais interessante é que tudo isso é gerado por uma criança que nem desenvolveu a linguagem verbal ainda, que é puro sentimento. É uma aula de cidadania e solidariedade para quem tem olhos pra ver.

“Mas nem tem cidade no desenho, Tia Dag”, diria você. Fica esperto, somos cidadãos do mundo e vivemos uma “Era do Gelo” moderna, onde passamos por um ser humano deitado na rua e achamos normal. Continuamos brigando por espaços, por etnia e leis de preconceito e julgamento duvidosos. Um dos vários momentos emocionantes na animação é quando o mamute relembra a família atacada e morta pela ignorância. Tirar uma revolta dessas do peito leva tempo, eu que sei. Como sempre, é a pureza da criança que resgata e salva o melhor de nós, a compaixão e solidariedade que o mundo, em qualquer época, mais precisa. E ainda tem adulto que não assiste mais desenho, não entra no universo da criança para entender. Que pena!

Terminado o cineminha, lá se foram minhas netas em direção ao jardim, pulando e rindo para novas brincadeiras. E eu vim para o computador para compartilhar este momento com vocês. Educação é coisa séria que eu pratico sorrindo. Isso eu aprendi com meus Zezinhos e Zezinhas. Te vejo por aqui.

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