Em busca dos novos sábios

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“Os problemas que devemos resolver não podem ser resolvidos se permanecerem no mesmo nível de pensamento em que foram colocados” – Albert Einstein

Quem acompanha este meu espaço de conversa, sabe que sempre coloco frases de grandes pensadores, pessoas que fizeram diferença pela atitude, modo de agir e pensar o mundo na época em que viveram. Já contei também que devoro livros que relatam as histórias de líderes, empreendedores sociais e novos educadores. Em resumo, estou sempre caçando gente e novidades que possam ampliar meu projeto educacional, gerar oportunidades pedagógicas e de parcerias do bem, que realmente busquem a mudança de consciência social. O que me fez pensar…

Me chateia ter que replicar grandes ideias que foram pensadas nos tempos de Aristóteles, Chaplin, Paulo Freire ou Einstein. Me chateia ter que recorrer a exemplos, fora do meu país, que demonstram com fatos a urgente necessidade de mudança na forma de agir e pensar educação. E essa gente que só consegue filosofar sobre mudança como argumento para encher linguiça em programa de tevê e pintar uma falsa imagem positiva para sociedade. Vocês sabem quem são, tenho certeza.

É claro que existem diversos exemplos positivos de mudança. É só dar um pulinho lá no Instituto Harmonia, nas parcerias da Casa do Zezinho, no trabalho de jovens como o Eduardo Shimahara e por aí vai. Não sou desconectada a ponto de dizer que nada está sendo feito. E, na verdade, adoro toda essa gente esperta que veio antes de mim. O que estou dizendo é que ainda é pouco, muito pouco. Eu quero mais. Muito mais para que as nossas crianças e adolescentes (e representantes) enxerguem a educação como uma necessidade básica fundamental de formação da existência humana. Como um alimento para alma, assim como a comida é para o corpo. Por que não pode ser assim?

A educação ainda é pensada somente como uma ferramenta para conseguir emprego (o famoso “só entra com diploma”), moeda política (nem preciso explicar, né?) ou uma exigência quase imposta da vida. E não é nada disso. Educação precisa se tornar um prazer para criança e o adolescente, para todos. E essa alegria, essa vontade de aprender, depende do prazer do educador, do professor na sala de aula, daquele que antigamente era chamado de Mestre.

Para que isso aconteça, precisamos de transformações sérias no sistema de aprendizado, na remuneração justa e um monte de outras coisas, você sabe e eu também. É possível? Faz mais de 20 anos que acredito que sim. Mas com a sua participação. Você, estudante, pai de família, mãe solteira que trabalha, empresário ou empreendedor do seu sonho. Você é o novo sábio. Acredite nisso. A revolução não precisa acontecer só nas ruas. Ela acontece quando abrimos um livro legal, doamos tempo para resolver o problema de matemática com o filho, plantando uma árvore ou oferecemos uma hora por semana em uma creche ou asilo. Deixamos de ser replicantes de um sistema e criamos algo novo todos os dias. Nós podemos fazer isso. Podemos mesmo.

Esta conversa não vai terminar com uma frase de algum pensador do passado. Vou deixar o espaço para você, sábio de agora. Vou aguardar o seu florescimento, a sua atitude de mudança e ação. Vamos continuar procurando Os Novos Sábios. Te vejo por aqui, em breve.

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