O dia do outro

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Viver em uma sociedade anestesiada e violenta, faz a gente pensar. Recebi a visita de um antigo amigo jornalista esta semana e batemos um papo sobre cidadania e violência, o papel da Casa do Zezinho e coisas assim. A vida é formada por causas e efeitos, caminhos de escolhas e consequências. Infelizmente, a mídia resolveu falar apenas dos efeitos onde fulano mata um, rouba aquele, sequestra alguém. Que saco.

A pessoa chega do trabalho, senta no sofá e começa a ser preenchida por tudo isso, ouvir julgamentos de valor em cima de meia história onde “ganhamos” o direito de falar mal do governo, do partido, do sistema educacional, das ONGs (sim, das ONGs) e de tudo que “achamos” que sabemos. E depois, vem a novela ou mais um filme de tiros e o sujeito vai dormir para repetir tudo na noite seguinte. Meia história e total falta de reflexão.

Não estou falando mal dos jornalistas (sou casada com um) mas da mensagem. Se você aprende errado, ensina errado. Por exemplo, dizerem que ONG passa a mão na cabeça de bandido, que defende os Diretos Humanos de ladrão e estuprador. Jornalista ou não, a pessoa tem que ser bem ignorante para acreditar que ONG faz isso. O que eu defendo é a educação e o aprendizado. Defendo que os efeitos da falta de saneamento básico, moradia e trabalho criam o que os noticiários tanto gostam de criticar. E faço isso porque conheço toda a história. Conheço desde a infância até a maturidade, toda a falta de recursos, a vida miserável e a ausência de melhores modelos de conduta que poderiam evitar que um garoto de 10 anos pegasse em uma arma ou que uma menina de 12 venda seu corpo por 5 reais. A questão é: você conhece toda a história de alguém? Então, não julgue.

Na brincadeira, falei para o meu amigo jornalista que vou criar uma data especial: o Dia do Outro. Nosso calendário têm dia pra tudo, então pronto. Dia do Outro, já inventei. Um dia para todo mundo parar de olhar o próprio umbigo e dar uma boa olhada em como os outros vivem, se comunicam, se amam ou se odeiam. Vai lá entender. Vai participar de coração aberto e sem críticas, se conseguir. Com sorte (e se você for uma pessoa legal), isso pode transformar a sua visão do mundo e fazer de você alguém que se torne referência para aquele “outro” que, antes, era um desconhecido. Vai lá, reconhecer que aquele outro também é você.

Achei um filme sobre isso. Chama “Life in a Day” (Vida em um Dia) que conta a história do dia 10 de julho de 2010 na visão de várias pessoas, espalhadas pelo mundo. É lindo e pode te ensinar muito sobre a convivência humana. Sem julgamentos, aprendemos mais. Te vejo por aqui.

“Aos outros eu dou o direito de serem como são, a mim dou o dever de ser cada dia melhor ” – Chico Xavier

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