Cérebro não sabe lidar muito bem com escolhas

Dica: Importante para entender a tomada de decisões em grupos grandes.
Não escolha demais. Seu cérebro pode pifar

Sheena Iyengar perdeu a visão ainda na infância. Por isso,  precisa da opinião dos amigos para tomar boa parte de suas decisões. De  tanto ponderar o gosto dos outros, Sheena, professora de negócios da  Universidade Columbia, resolveu entender como fazemos nossas escolhas. O que ela descobriu? Que o cérebro não sabe lidar muito bem com escolhas. E dá tilt se exigimos demais dele.

sheena

Ter muitas opções geralmente é encarado como liberdade de escolha. Mas você diz que essa liberdade pode nos levar a decisões malfeitas. Por quê?
Quando vai escolher algo, o que você faz? Compara todas as opções disponíveis  para ter certeza de que tomará a melhor decisão. O problema é que, quanto mais opções temos, mais esse processo fica pesado e confuso.  Acabamos sobrecarregados. E nos sentimos obrigados a escolher só porque  as opções estão disponíveis. Em muitos casos, isso termina em  frustração.

Poderia dar exemplos?
Fiz um  estudo em um mercado dos EUA com potes de maionese. Alternei duas  mostras na estante: uma com 6 sabores e outra com 24. Dos clientes que  passaram pelos potes, 60% foram atraídos pelo grupo maior. Os outros  40%, pelo grupo menor. Mas apenas 3% dos clientes compraram um pote de  maionese quando havia 24 sabores. Quando havia 6 sabores, 30% fizeram a  compra. Ou seja: a presença de mais escolhas era mais atrativa, mas  dificultava a decisão.

Isso também vale para outras situações da vida?
Sim. Em outro estudo, eu e minha equipe demos a estudantes a chance de  escolher entre pessoas que gostariam de namorar. Eles podiam decidir  entre 10 ou 20 possibilidades. Quando recebiam 10, escolhiam de acordo  com a preferência: buscavam uma pessoa bonita, sincera, inteligente,  divertida, e assim por diante. Mas, quando se viam frente a 20  possibilidades, deixavam de lado todos esses critérios e escolhiam  apenas com base no aspecto físico. Já não conseguiam ter em conta todas  as opções. A escolha virou um peso.

Até que ponto a cultura influencia nossas decisões?
Em qualquer cultura, escutamos histórias desde pequenos. E nessas  histórias vem uma mensagem sobre quem deve fazer as escolhas e sobre a  melhor forma de escolha. Nos EUA, as pessoas crescem acreditando que  devem decidir sozinhas o que querem. Aos 2 anos de idade, uma criança  americana escuta do pai: “Que sorvete você quer tomar?” Aos 4, a  pergunta é: “O que você vai ser quando crescer?” Na Índia, as mensagens  são diferentes: “Que bom garoto, faz tudo o que o pai lhe diz para  fazer” ou “Fulano é feliz no casamento porque seguiu os conselhos dos  pais”. Portanto, a cultura guia nossas escolhas.

Como podemos fazer escolhas melhores?
Precisamos ser estratégicos. Quanto mais você simplificar ou delegar escolhas que  não são importantes, mais recursos mentais terá para as que importam.  Para mim, é importante pensar sobre como vou organizar um estudo. Não me importa tanto o que vestir para ir ao trabalho. Em 3 minutos decido a  roupa e o sapato, e assim elimino decisões que ocupariam meu tempo.  Claro que, se essa decisão fosse importante para mim, não a tomaria com  pressa. O que digo é: escolha bem o momento em que vai fazer suas  escolhas.

AQUI

fonte: http://super.abril.com.br/ciencia/nao-escolha-demais-seu-cerebro-pode-pifar-605748.shtml?utm_source=redesabril_jovem&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_super

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