Os Cegos e o Elefante

Meditation_Mindfullness-MeditationOlá, pessoal. Estou de volta para este espaço onde posso compartilhar com vocês algumas das ideias e pensamentos do que acontece aqui na Casa do Zezinho e a nossa “Educação em Movimento”. É isso mesmo, eu não paro nunca, é assim que enxergo a vida, um movimento contínuo para crescer, evoluir e transformar. Vamô que vamô!

E não dá pra começar nada sem um planejamento. Aqui na CZ já estamos a todo vapor: reuniões com os educadores, reestruturação das Oficinas, e muitas, muitas conversas com nossos parceiros sobre como continuar alimentando esse sonho lindo de produzir, de criar uma educação relevante para todos com aquele investimento que você já conhece. E dá-lhe reunião!

Foi quando lembrei daquele conto Hindu que todo mundo já ouviu falar: os Cegos e o Elefante. Tem o vídeo aqui pra quem não lembra. A Educação é o elefante, claro. Fico surpresa (ainda!) com a falta de visão de certas pessoas que ocupam cargos de poder nas empresas, nas escolas públicas, no governo e coisa e tal. Assim como os “sábios cegos” do conto, cada um fica tocando em uma parte sem enxergar o todo. Na forma que eu enxergo, a Educação é um sistema simples e complexo ao mesmo tempo. Quanto eu explico, por exemplo, que educar pode começar pela alimentação (tenta prestar atenção em alguma coisa com a barriga roncando), tem sujeito que já faz aquela cara de dúvida. Mais um cego tateando o elefante.

Quando apresento os conceitos da Pedagogia do Arco-íris para um grupo de novos empresários e projetos como o Se Cuida, Zezinho! E o VagaLume, o que pega é o imediatismo. Mais cegueira. Como empresária, eu entendo. Também gosto de tudo rápido, pra ontem, se possível. Como educadora, não. Criança é desenvolvimento. É cada fase bem cuidada e nutrida com o que faz crescer e pensar. Criança e adolescente não são produtos, são produção, elas são o espetáculo. Tem que abrir os olhos pra isso, pô!

Cada criança e adolescente que chega pela primeira vez na Casa do Zezinho é um começar de novo. Não é do zero, claro, mas é como se fosse. É especial porque precisa ser para respeitar a individualidade e o tempo que vai levar para se desenvolver e integrar aquele ser em um novo modelo. Falando em modelos, muitos chegam sem nenhum, nenhuma referência positiva sobre a vida e a própria existência. É dureza. É um desafio. E são desafios assim que forjam os melhores educadores como os que eu tenho aqui na Casa do Zezinho.

Vamos conversar muito ainda, 2015 está só começando. Minha dica é: comece o ano ENXERGANDO. Veja o outro, aquele “invisível” que serve café pra você, o que limpa a rua que você mora, que lava sua roupa ou te abre a porta do hotel, sei lá. Educação é ENXERGAR, é ver o que e quem precisa, quando precisa. Não podemos ser sábios se continuarmos cegos. Até a próxima.

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