O Segredo da Imortalidade

Fenix“A influência de cada ser humano nos outros, na sua vida, é um tipo de imortalidade”
John Quincy Adams (advogado e político norte-americano, foi o sexto presidente dos Estados Unidos, de 1825 a 1829)

Para alguns, a ignorância é uma bênção. Nunca foi o meu caso, já que sempre quis saber de tudo, ir além. Querer saber pode transformar você em uma pessoa bem intrometida e bastante inquieta. Eu sou assim desde pequena. Esse comichão pelo conhecimento deve ser de família, coisa de pai e mãe educador, sei lá. Isso me fez pensar o que levo comigo, o que veio deles, de cada Zezinho, do meu marido e filhos, dos amigos e do ser humano em geral.

Foi quando descobri a imortalidade.

Não estou falando da imortalidade do corpo, isso é besteira. Estou falando da imortalidade do afetivo que vai muito mais longe. Tem aquele frase do livro Pequeno Príncipe que fala o quanto somos responsáveis por quem cativamos, algo assim. Como na Pedagogia do Arco Íris praticamos os cinco sentidos, fica quase impossível não marcar espaço no coração de cada criança e jovem e vice-versa. Não sei se teremos a Casa do Zezinho lá em 2050 (espero que sim) mas o que importa mesmo é que a ideia foi lançada e está aí para quem quiser ver, tocar, provar e ouvir. E isso é imortalidade. Todo mundo lembra de alguém que estava lá naquele momento de necessidade ou que ajudou a superar um obstáculo. Eu tenho meus mestres, heróis, amigos de viagem e você deve(ria) ter os seus. Alguns deles têm menos de 10 anos, inclusive.

São seres humanos de todas as idades que me fizeram enxergar a dor, a tristeza, o descaso mas também a alegria, o sorriso e a resiliência, a capacidade de superar o que a vida joga em cima. Eu conheço crianças de 50 anos e adultos de 15. Eu conheço o começo e o fim da jornada de muitos, algumas breves demais, perdidas por bala, abusos e falta de competência social. Gente “morrida” mas que pra mim não morreu porque me cativaram e me deixaram mais responsável.

infinity_nebula_by_blph-d37yigjQuando a gente fala de vida e existência, precisa saber a diferença. Vida é a que você leva com você, é sua. A existência é outra coisa, é do outro. Têm gente que vive sem existir, ficam presos ao material e a corrente dos acontecimentos, no quente e frio dos humores. E têm gente que prefere atravessar e correr pro abraço, se superar. Quando se percebe o valor no ato de uma criança querer pegar na sua mão, querer a sua companhia e compartilhar um pedaço do mundo dela, a existência começa. Eu sou casca grossa, general e mesmo assim, ganho 1000 sorrisos todos os dias. Então a imortalidade deixa de ser segredo, fica fácil de entender: é viver no outro, existir na afetividade do cativo, aquele que se deixou aprisionar por amor.

Se você acredita que isso é um delírio meu, tudo bem. A Casa do Zezinho surgiu desse delírio pela mudança e transformação da Educação e pelos amigos loucos que me seguem até hoje. Para mim, são todos imortais. Qualquer um que escolhe (e precisa ser uma escolha) desafiar a normalidade, ir na contramão do conformismo estatizado por uma mudança positiva para sociedade, já descobriu o segredo da imortalidade. Darwin, Da Vinci, Picasso, Paulo Freire, a lista é grande.

Acredito que estou bem acompanhada. Até a próxima.

“Se as suas ações inspiram outros a sonharem mais, a aprenderem mais,
a fazerem mais e a serem mais, você é um líder.”

John Quincy Adams

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