Saindo do Mundo das Sombras

Mito da Caverna I

Tente mover o mundo – o primeiro passo será mover a si mesmo. – Platão

Acreditar em algo é uma ferramenta poderosa. Nossas crenças podem mover, literalmente montanhas. E se você gosta de História como eu, já sabe que o mundo só evolui através daqueles que acreditam na mudança, na transformação e na evolução. Não estou falando das crenças religiosas, não neste caso. Estou falando dos valores que tecem sonhos, que costuram atitudes e criam laços fortes em uma pessoa, em uma comunidade, em um país. Acreditar é editar o que não serve para usar apenas o que mais nos representa, nossa essência por assim dizer. E quando fazemos isso, o tempo que antes parecia arrastado e morto, ganha vida, velocidade e urgência porque a pessoa também ganhou algo muito valioso: seu propósito, sua meta na vida.

Isso tudo, se você conseguir se livrar do Mundo das Sombras.

Mito da Caverna IIO que eu chamo de Mundo das Sombras, o filósofo Platão chamou de Mito da Caverna. Em resumo, o mito fala sobre as pessoas que preferem ficar presas a um conceito único e pré-definido de atitude porque enxergam apenas “aquilo que querem ver”. Como educadora, eu sei que acreditar tão fortemente em algo pode ser, também, muito perigoso. Nem te conto quanto tempo demorou, nem quantos debates tivemos para acertar a Pedagogia da Casa do Zezinho e todas as metas que estabelecemos para concretizar o que antes era apenas um sonho alimentado por um acreditar muito grande. Platão ensina, por meio do mito, que nem todos conseguem escapar da tentação da zona de conforto de deixar tudo como está, de não lutar por algo a mais, por manter-se prisioneiro e acorrentado ao que nos alimenta apenas para uma opaca sobrevivência. Putz, isso me lembra os modelos de educação que temos nas escolas atualmente e muitas outras coisas.

Mito da Caverna IIIPara quebrar as correntes do Mundo das Sombras, a pessoa vai precisar não só da sua vontade mas também da necessidade e se descobrir necessária. É perceber que o outro também é importante, que a comunidade é importante, que aquele TODO que eu sempre falo é importante. É uma subtração do Ego. Eu tenho pessoas ao meu lado que me lembram disso o tempo todo. Pessoas como os Zezinhos e Zezinhas da nossa orquestra e em todas as oficinas que temos. Cada uma percebeu que aquela vida não bastava, precisavam de mais, queriam ser mais. E, com o tempo, começaram a desejar mais para sua própria família, para o bairro e para o mundo. Livres de suas correntes, as pessoas não apenas andam, elas correm, elas voam. E elas brincam muito. Elas usam os cinco sentidos e botam as mãos na massa.

Dá uma olhada em volta, agora mesmo. Veja se não está no “seu” Mundo das Sombras neste exato momento. Pode ser que você precise sair da caverna também. Vai visitar um asilo, uma creche, uma Ong. Vai visitar um amigo que se perdeu na própria sombra, sei lá. Tenho um conhecido que sempre me fala “Tia Dag, a mente…mente”. Vai confirmar no que acredita e porquê acredita. Eu já fui e o resultado tem quase 20 anos de alegria e muitas realizações.

Onde tem sombra, tem luz. Vai atrás. Fui.

TIA DAG INDICA:
O diálogo de Sócrates e Glauco

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