CARIDADE (NÃO É O QUE VOCÊ PENSA)

Eu já escrevi muito sobre caridade neste espaço. Quem acompanha o meu blog deve se lembrar que a Caridade vem de uma palavra de origem grega, Cárites (ou Graças) e que na mitologia eram consideradas como deusas com diferentes qualidades (se não lembra, é só clicar no link). Noventa por cento das pessoas consideram a Caridade como um ato externo, ou seja, feito por ou para alguém.  Na minha opinião, a Caridade é um ato de consciência sobre a sua participação no Mundo. “Como assim, Tia Dag?”, já deve ter gente se questionando.

Às Graças associava-se tudo o que promove encantamento, prazer, satisfação, contentamento, júbilo, deleite e fruição com a vida. Por essa razão, acreditava-se que as Graças presidiam os banquetes, as danças, os encontros sociais, as ocasiões festivas e todas as situações que despertassem emoções positivas. – Angelita Corrêa Scardua, psicóloga

Em vez de pensar apenas sobre a Caridade como algo que é produzido por uma necessidade externa (pobreza, falta de recursos sociais, doenças, etc) que tal refletir sobre a sua Caridade interna, aquela que cuida de você? Como andam o seu encantamento, o seu prazer, a sua satisfação e contentamento? Se sobra tempo, por exemplo, como é que você usa? Você fica entediado? O tédio vira nervosismo? Eu gosto de usar o meu tempo livre para cuidar do meu jardim, ler um livro, brincar com as minhas netas ou para escrever para este blog. Meu tempo livre é uma Graça, é Caridade comigo mesma, entenderam?

Uma pessoa sem graça, não é uma pessoa sem humor, é alguém vazio de sentido maior. Esse é um dos significados da (des)graça: algo que tirou a alegria da vida ou a própria vida. É importante lembrar também que qualquer um pode compartilhar a sua Caridade interna com outra pessoa em uma conversa, um café com bolo de fubá, trocando calor humano e solidariedade. Se eu estou muito feliz, este é o momento de doar parte dessa felicidade para quem está por perto. Simples assim.

Mas é preciso ter manha. É preciso ter graça. É preciso ter sonho sempre. Quem traz na pele essa marca, possui a estranha mania, de ter fé na vida. –  Milton Nascimento

Olha só, trabalhar em uma ONG ou como voluntário é um exercício da Graça. Trabalhar por mudanças sociais realmente relevantes e transformadoras, eu enxergo como Caridade. O Dia da Caridade é comemorado em 19 de julho no Brasil. E tudo se volta para fora, para o outro e suas necessidades e isso é ótimo de verdade. Porém, se eu não estiver bem comigo mesma, com a minha Graça, fica difícil ajudar o outro, concorda?  O que eu gostaria de fazer com esse artigo é provocar a sua reflexão para buscar um mundo com mais encantamento, mais alegria, mais júbilo para mim, para você e para quem você conseguir cativar.

E isso, pra mim, é que é Caridade de verdade. Fui.

Talento é dom, é graça. E sucesso nada tem haver com sorte, mas com determinação e trabalho. – Augusto Branco

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