O que fazemos com a tal da Liberdade?

Essa semana comemoramos a Independência do Brasil. Mas o que efetivamente significa isso? Eu adoro olhar para trás e ver que tudo mudou a partir de um movimento revolucionário. Se revolucionou é porque estava ruim. E se estava ruim para maioria é porque precisava mudar. Talvez devêssemos reativar esse sentimento em nós.

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Desde que o mundo é mundo e as sociedades começaram a se formar, o homem buscou se organizar em torno de um sonho, de uma idéia de mundo perfeito. Naquela época o poder de Deus era atribuído aos monarcas – reis e rainhas – que comandavam seus reinos. Desde a Revolução Francesa esse “sonho” de mundo perfeito passou a girar em torno de Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

Com o nosso pais não foi diferente. Quando as caravelas portuguesas desembarcaram aqui, o que esperavam era desbravar um mundo novo, cheio de riquezas, e assim foi feito, não foi? O grande problema foi a ambição do homem que massacrou a cultura indígena, desrespeitou os recursos naturais e em uma tentativa louca de recuperar aquele sonho de mundo perfeito, missões jesuítas que tentaram moldar toda a cultura em função de um ideal. O Brasil era o mito do paraíso como bem escreveu Sergio Buarque de Holanda.

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Séculos de exploração depois, aquelas idéias européias iluminadas, alimentaram os poetas mineiros que estavam ligadíssimos em três grandes fatos que aconteciam no mundo naquela época: a consciência social que vinha da Europa, a independência dos Estados Unidos – quando tudo pareceu possível – e o arcadismo.

Arcadismo? Sim!! Arcádia é a região montanhosa na Grécia dedicada às artes e poesia, onde, segundo as lendas, nasceu Zeus – o chefe do Olímpio. Nossos poetas revolucionários eram inspirados em parte por essa idéia de um mundo de poesia e licença poética para criar e por outro lado de revolta contra os abusivos impostos.

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Não foi através da Arcádia que conquistamos a independência, é claro, e nem através da Inconfidência, mas foi ali que amadurecemos e começamos a projetar mais formalmente o que seria o nosso processo de “libertação” daquela antiquada cultura portuguesa que tanto nos explorou.

Bom, quase duzentos anos depois do grito da independência, o que conquistamos? Na minha opinião, estamos aprendendo e devemos lembrar sempre de duas coisas muito importantes: precisamos ter sonhos, continuar idealizando o lugar perfeito para vivermos em harmonia uns com os outro. Mas mais importante ainda, esse sonho precisa ter uma base sólida para perdurar e continuar crescendo.

O que significa ser livre então?

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Que tal “ser livre como um pássaro”? O Cortella lamentaria pois pássaros não são livres, eles seguem instintos, pássaros não podem escolher para onde voam, pássaros são pássaros. Se você quiser ser livre, você tem de ser livre como um humano. Como disse Jean-Paul Sartre, nós somos condenados a ser livres.

E cabe a cada um de nos usar com sabedoria esse direito conquistado. Seja responsável, respeite o ser humano e preste atenção na natureza, ela sussurra com a gente o tempo todo.

Independência ou morte!

Axé!

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