Perguntas e Respostas

Como e porque surgiu e a Casa do Zezinho?

Minha iniciativa teve origem nos anos 70, a partir da minha experiência com crianças e jovens refugiados de zonas de conflito ou com problemas de aprendizagem.

Esta é uma longa história. Vamos contextualizar?

Sempre vivi a região de Santo Amaro. Todas suas belezas e, infelizmente, sua escuridão. Desde a a adolescência atuei nas demandas sociais que cruzavam o meu caminho. Por volta de 1976 trabalhava como psicopedagoga.

Recebia em casa crianças com desvios de comportamento, dificuldades de aprendizagem e crianças refugiadas de guerra e de regimes ditatoriais como os do Chile e da Argentina. Começou ai um trabalho de enfrentamento de realidades: como tratar e superar dificuldades e traumas? Confrontando-os.

Como ferramenta pedagógica, levávamos esses jovens às favelas da região, expondo a dura realidade que as crianças de lá viviam, resultado de 500 anos de segregação e traumas oriundos dos períodos escravistas e herança da segregação indígena. Nossa cultura foi massacrada por movimentos que impuseram uma nova forma de viver. Me lembro que esse era o grande “estalo”, o grande confronto: esses indivíduos continuavam chilenos ou argentinos, carregavam com si um legado, sua identidade e sua cultura, ali não.

Na época do milagre econômico, todos compraram televisão, e com essa grande novidade, vieram as grandes coisas que o novo mundo capitalista oferecia: “Quero Danoninho, canetinha, tênis. Eu quero”, esse era um desejo comum de todos aqueles que eram impactados com todas aquelas novidades. Por conta dessa vontade vesus a possibilidade de ter, iniciou-se um movimento de roubos e furtos na comunidade. Crianças roubavam. E como resposta, surgiram os famosos esquadrões da morte, os “Pés de Pato” como eram conhecidos, e funcionavam como as milícias no Rio de Janeiro. Era comum vermos diariamente nos postes os nomes daqueles que iriam morrer caso não saíssem da favela.

Vamos lembrar que estamos falando de crianças! Jovens com 11 ou 12 anos de idade. O que eu podia fazer? Comecei a esconder as crianças.

São Paulo não tinha onde esconder ou para onde ir. Começamos então – meu marido e eu – a levar para a nossa casa, que, obviamente, ficou pequena. Eis que um novo projeto de vida começa a surgir.

Em 1986, procuramos uma casa maior, onde estamos atualmente – confesso que com muitas e grandes modificações. Minha vida tinha mudado, meu trabalho agora era a educação e o que ela poderia fazer com a vida dessas varias crianças que precisavam de ajuda.

Tudo foi possível graças a ajuda de amigos da USP que, assim como eu, queriam mudar o mundo. Criamos um metodo diferente, uma maneira inovadora, “maluca” de ensinar. Assim começamos a Casa do Zezinho e a desenvolver a nossa própria metodologia de ensino: a Pedagogia do Arco Íris.

O que é a Pedagogia do Arco Iris?

É a autonomia através da mobilidade. As cores do Arco Íris representam as possibilidades de sonhos e as pinceladas de diversidade que existem na vida. Assim, as etapas de amadurecimento e conhecimento que a criança percorre são simbolicamente divididas pelas cores que compõem o Arco Íris.

O passaporte de uma cor para outra, ou seja, de um espaço de aprendizagem para outro, é a mobilização. A cada cor é associado um elemento da Natureza e, a cada elemento, associam-se núcleos de atividades de criação pedagógica, os chamados espaços de aprendizagem: Violetas, Jeans, Mares e Rios, Matas, Solar, Oriente e Coração.

Todos os temas e atividades trabalhados em todos os espaços de aprendizagem (arte, tecnologias da informação, linguagens, cultura, movimento, música, meio ambiente, conhecimentos gerais, competências para ingressar no mundo do trabalho) levam em conta os níveis de referência através dos quais a criança ou o jovem estabelece suas relações consigo mesmo e com o mundo que o cerca.

Nossa pedagogia esta constituída em quatro pilares fundamentais: SER (espiritualidade), CONHECER (ciências), SABER (filosofia) e FAZER (artes).

Ao longo de 2010 foi iniciado o processo de avaliação e sistematização de toda a pedagogia. O processo de sistematização está em curso: as estruturas estão prontas e o Manual de Normas e Procedimentos e Política Institucional está sendo concluído até o final de 2016.

Após 21 anos de Casa do Zezinho, qual o balanço que a senhora faz do seu trabalho? Já conseguiu atingir seus objetivos?

Meu trabalho é realizar e liderar a constante criação e desenvolvimento da metodologia de trabalho da Casa do Zezinho, e até hoje, o nosso foco principal é o desenvolvimento do ser humano.

A nossa Casa atende crianças e jovens que vivem em situação de alta vulnerabilidade social, buscando romper as diversas formas de exclusão, proporcionando condições de desenvolvimento, em uma tentativa constante de reverter os diversos elementos que compõem essa vulnerabilidade como violência, abusos, analfabetismo, baixa escolaridade, saneamento, ou até mais subjetivos como a perda dos sonhos, o medo da vida e o roubo das possibilidades.

Meu maior sonho é continuar sendo educadora, apoiando pessoas para que possam aprender a sonhar e correr atrás de realizá-los. Acredito que esta é a porta de entrada para a construção de um país justo, digno, ético, solidário e feliz. Este é o grande caminho para que nosso planeta seja a morada comum de seres verdadeiramente humanos, que saibam e possam cuidar uns dos outros.

O que a senhora destaca como as suas principais conquistas ao longo dessa história?

Nosso crescimento se deu de forma orgânica, de dentro para fora. Em dezembro de 2006 eu conclui que estávamos em um novo momento: que precisávamos nos profissionalizar. Precisávamos nos destacar e nos projetar para atender cada vez mais empresas, parceiros, e principalmente, cada vez mais Zezinhos.

Então, com um olhar mais empreendedor, em 2007 iniciamos a estruturação da Casa associada ao planejamento estratégico para um ciclo de 3 anos (2007/2009).

É difícil pensar em ações principais, tudo o que fizemos foi muito importante. Tivemos inúmeros momentos marcantes nessa trajetória, mas acredito que cronológicamente conseguimos destacar:

1994

Um dia um Zezinho havia quebrado o dedo. Depois de levá-lo ao hospital tomamos um lanche no Mc Donald’s. No dia seguinte mais três apareceram com o dedo quebrado perguntado logo pelo lanche ao invés de se preocuparem com a dor. Algo estava errado. Decidi levar toda a turma para comer hambúrguer e batatas fritas e lá conheci uma pessoa. Não sabia, mas aquele homem que me perguntou o que eu fazia ali com tantas crianças, se tornaria um grande mobilizador de recursos e se tornaria o vice-presidente da Casa do Zezinho.

Ele me perguntou se poderia visitar esse lugar onde ensinávamos e cuidávamos dessas crianças. Quando chegamos ele perguntou: “Tia Dag, qual é o seu sonho?”, e eu sempre ambiciosa respondi: “Quero ter 1.000 Zezinhos!”. Logo fiquei sabendo que ele se reunira com um grupo de empresários que se solidarizou e se reuniu para comprar um terreno na mesma rua onde a Casa do Zezinho começou. Com essa ajuda construímos o prédio principal, onde funcionamos até hoje.

1996

Neste ano meu pai foi assassinado. Nossa casa foi assaltada por dois jovens que acabaram atirando e matando meu pai. O homem que sempre me inspirou, engenheiro civil, um dos fundadores e criadores da Pedagogia Industrial do SENAI, que teve sua vida interrompida por um daqueles que eu sonhava transformar. Ausentei-me por um mês da Casa do Zezinho para repensar minha vida, organizar meus sentimentos e idéias, até receber um telefonema assim:

– Tia Dag você está triste porque seu pai morreu? Por isso você não tem vindo na Casa?
– Sim, é verdade meu filho.
– Olha, eu posso matar quem fez isso e aí você volta.

Nesse momento tive todas as respostas que precisava, disse a ele que não precisava ser assim e retornei para Casa do Zezinho. Nunca mais pensei em desistir.

1999

Início da parceria com a Xerox do Brasil, através da Lei Mendonça, que permaneceu até 2005. O projeto patrocinava as Oficinas Culturais Casa do Zezinho, permitiu o desenvolvimento de grandes trabalhos de arte com as crianças e adolescentes, e 15 exposições de arte pública em espaços de grande circulação na cidade de São Paulo, como resultado das oficinas.

2000

Inauguração da sede. Este momento foi muito impactante, pois não tínhamos a dimensão do que representava um lugar como a Casa do Zezinho para as famílias da região. Com a abertura das matrículas, na noite anterior formou-se uma fila para aguardar a abertura da Casa no dia seguinte. Houve uma explosão de demanda e nesse momento o sonho começava a se tornar real. A partir daí passou a existir uma lista de espera constante, sempre em torno de 2.000 crianças e adolescentes.

2007

Construção do Galpão Espaço Jovem, em parceria com um grupo de empresários, e implantação do Projeto Educação de Jovens para o Século XXI, com 360 vagas, para formação geral e preparação de jovens para o mundo do trabalho.

Qual a importância do apoio de empresas em projetos como o seu?

O projeto não é mais meu, por sorte!

O que eu sinto é que os projetos sociais precisam se profissionalizar. Não se pode perder o olhar humanitário, já que nenhuma criança consegue aprender com dor de dente, fome ou até piolho na cabeça. É preciso ter um olhar que transcenda a própria física. Não se pode ter um olhar fragmentado. Hoje eu vejo universitários, e tenho vontade de chorar pela falta de participação deles no processo democrático do país. E eles são futuros lideres e empresários. Eu vejo que as pessoas se fecham em bolhas e dizem que estão fazendo sua parte. Mas pensar em fazer sua parte parece ser lição de casa, e não é. Isso é terrível.

Agora, se você é parte dessa cidade, desse bairro, dessa rua, aí sim você terá um olhar diferenciado. E tem que pensar na gestão financeira, tem que ter estratégia. Você tem que ser uma empresa em que o lucro sejam pessoas felizes. A ONG é um projeto social, não pode ser engessado, e sim vislumbrar o futuro que você quer para esse ser humano – e o que ele quer também.

As empresas que tem essa compreensão ajudam a expandir essa visão, pois investem financeiramente no nosso trabalho. Sem esse apoio nosso trabalho seria mais difícil.

Como funciona hoje a dinâmica dentro da Casa do Zezinho? O que as crianças e adolescentes assistidos fazem, a que eles têm acesso? Quantas crianças são assistidas hoje?

Tudo se inicia quando a criança chega na Casa e no espaço de aprendizagem. As atividades são desenvolvidas conforme um planejamento mensal, feito em conjunto, entre Educadores e Mediadores Pedagógicos e validado pela Diretoria Educacional da Casa. No entanto, se uma criança ou jovem surge com uma questão emergente, o planejamento é alterado para atender a essa questão.

Todo o planejamento dos espaços de aprendizagem e oficinas é baseado em um programa anual pautado em eixos temáticos como: percepção e sentidos, prevenção integral, cidadania, alfabetização e letramento, comunicação, números e tecnologias, artes, esportes, brincar, integração ambiental e cultura popular.

Temos:

Projeto Aprender Brincando, que atende crianças de 06 a 14 anos

Projeto Educação de Jovens para o Século XXI, que atende jovens de 15 a 21 anos

Projetos Vaga-Lume, no período noturno, que atendem jovens e adultos a partir de 16 anos, o primeiro preparando-os para o mercado de trabalho e o segundo como preparatório para o ENEM, cursos técnicos e vestibulares, para aqueles que querem continuar sua formação.

Se cuida Zezinho atende 300 pessoas da comunidade com terapias preventivas e alternativas.

Maria Zezinho que promove a troca de conhecimento entre o jovem e o idosos através de oficinas.

Todos esses projetos têm como ferramenta inovadora a busca do desenvolvimento da autonomia e das competências e habilidades a partir do cuidado e do acolhimento, exercitando o “olhar miúdo” dos educadores e outros profissionais para cada indivíduo que aqui chega. Atualmente atendemos 1500 jovens e crianças.

A gestão de todos os processos da Casa é supervisionada pela Diretoria Executiva e realizada de forma integrada com a Pedagogia, e participação de Mediadores, Educadores e Comissões de Sala formadas por Zezinhos.

Com isto queremos dizer que a Pedagogia do Arco Íris forme todos os colaboradores da Casa e perpasse todos os processos, sejam eles educacionais ou administrativos. Temos atualmente 90 funcionários contratados pela CLT, 40 profissionais com contrato de RPA (recibo de profissional autônomo), pessoa jurídica ou MEI (microempreendedor individual), 10 estagiários e 20 voluntários em nossa equipe de trabalho.

A Casa do Zezinho tem como prática a formação continuada de todos os seus funcionários. Essa estratégia procura ampliar competências e o comprometimento de todos com a causa. Neste sentido, a taxa de rotatividade é muito baixa (aproximadamente 12%). São poucos os casos de troca de funcionários por ineficácia. A partir do momento que existem o comprometimento, o engajamento e a formação como possibilidade de crescimento, os profissionais permanecem.

Como é o relacionamento com as famílias, elas participam de alguma forma?

A Casa do Zezinho é uma casa de educação, por isso, todos os projetos existentes se ampliam às famílias de cada Zezinho. Temos implantados projetos de arte e cultura, meio ambiente, saúde e geração de renda, ou seja, nossa Casa atua em toda a rede de relações entre crianças e jovens, incluindo permanentemente suas famílias.

Fazemos também constantemente reuniões e/ou palestras e workshops dirigidos aos familiares dos Zezinhos, para que eles compreendam e nos apóiem em nosso trabalho de formação de seus filhos.

Como foi ser a grande vencedora do Prêmio Generosidade 2009, da Editora Globo?

Foi muito bom e muito importante, tanto do ponto de vista de divulgação e credibilidade do nosso trabalho, como do ponto de vista financeiro, com a obtenção de recursos para ampliação do nosso trabalho.

Com a sua experiência, o que ainda precisa ser feito para erradicar a pobreza, a violência doméstica, o trabalho infantil e o tráfico? Como esses temas são tratados no seu trabalho pedagógico? 

Existem dados mensurados de que a Casa consegue impactar de forma positiva e direta a vida de seus beneficiados. Até hoje aproximadamente 15.000 Zezinhos já estiveram conosco, além disso, nos últimos 2 anos iniciou-se um processo avaliativo que começou a mensurar a continuidade dos estudos formais de todos os Zezinhos, a empregabilidade dos jovens e a melhoria da qualificação dos educadores por meio de pós graduação. São inúmeros os casos de Zezinhos que hoje são escritores, dentistas, turismólogos e pedagogos.

Hoje, muitos educadores da Casa são Zezinhos da primeira geração e moradores da comunidade próxima, que saíram em busca de formação e retornaram trazendo novas competências, contaminados pela energia da Casa. Com autonomia, realimentam a nossa prática e atraem, cada vez mais, um público interessado no nosso modelo pedagógico e nas nossas metodologias educacionais e relacionais.

Durante o ano de 2011 até 2012 pretendemos desenvolver uma metodologia de avaliação quantitativa e também qualitativa que possa mensurar esse impacto.

Hoje a Casa desenvolve um processo informal denominado “Casos de Sucesso”, onde Zezinhos que já saíram da Casa são contatados e entrevistados para acompanharmos o seu desenvolvimento pessoal e profissional. Este processo ainda necessita de uma pessoa dedicada a essa tarefa, para o que ainda não temos verba.

Quanto aos educadores, a área administrativa faz um acompanhamento do portfólio profissional para verificar a sua evolução. Adicionalmente cada educador tem o seu diário de bordo, onde pode ser observada a evolução sócio-emocional de cada um.

A tecnologia social da Casa do Zezinho está sendo replicada atualmente em 4 ambientes similares ao original, em atendimento a populações em situação de alta vulnerabilidade social. Hoje essa tecnologia está sendo aplicada em organizações sociais nas cidades de Cabo Frio (RJ) – Fundação Santo Agostinho; Rio de Janeiro (RJ) – Miratus; Jatai (GO) – ONG Amor e Arte; periferia da cidade São Paulo, Jardim Comercial – Associação Interferência.

Alem disso temos feito palestras e formação de voluntários em organizações da Alemanha, França e Estados Unidos.

Todas estas ações da CZ contribuem para erradicar a pobreza, a violência doméstica, o trabalho infantil e o tráfico. Mas não dão conta de acabar com eles. Esse é um trabalho de persistência, de tempo e fundamentalmente de EDUCAÇÃO. Que teria que acontecer em todo o Brasil (falando só do nosso país…), em cada cidade, cada bairro, cada rua.

Quais são os desafios para o futuro?

Os maiores desafios/obstáculos: obtenção de recursos para as despesas administrativas (que muitos projetos não cobrem), colocação dos jovens no mercado de trabalho, vencer a cada momento a concorrência permanente com o tráfico de drogas, que se amplia, cada vez mais, para faixas etárias menores.

Para superá-los, temos algumas vantagens: metodologia própria, flexibilidade de atuação nos projetos, foco total na necessidade da criança e do jovem somado ao engajamento pleno da equipe com a causa.

14 comentários sobre “Perguntas e Respostas

  1. Tia Dag sou grato senhora por ser um eterno zezinho estive na casa no período 1999 a 2002 e neste curto tempo levo um aprendizado pro resto da minha vida amor carinho força determinação e principalmente que meu sonhos podem virar rea lida beijos te amo Tia Dag

  2. Dagmar, quero te conhecer. Sou professora do curso de Direito da UFV e coordeno, há 10 anos, um projeto de extensão universitária denominado “Tutelando Conselhos”, onde nosso foco é a capacitação de conselheiros tutelares e municipais dos direitos da criança e do adolescente. Quero você aqui em Viçosa/MG, colaborando com nosso projeto!

  3. tia Dag eu me chamo Doralice moro em Carapicuiba em nome de Jesus Cristo pesso ajuda de vocês por que fez um ano que eu perdi meu marido para as drogas ele morreu de overdoze.Não está fácil estou entrando em depressão por que meu filho de 16 anos esta no mundo das drogas ele começou usando maconha agora esta usando lança-perfume ele passa de 10 a 12 dias sem entra em casa fica direto na rua me ajude por favor eu não quero perder meu filho pras drogas eu fico emplorando pra as pessoas me ajudarem a colocar meu filho pra casa já cheguei a tirar aminha própria vida de tanto desespero eu passo na psicologa. No domingo eu estava assistindo o Rodrigo Faro a situação de um rapaz era desse mundo das drogas e falou que tem um lugar que ajuda os adolescentes com essa mesma situação do meu filho.Por favor ajude uma mãe que salvar seu filho.Eu não quero perder meu filho pras drogas como eu perdi meu marido.Entrem em contato comigo esses dois telefones são meus podem me ligar qualquer hora por favor.(11)9-6432-4973 esse numero é da TIM e o outro numero é da OI (11)9-6935-5878.Agradecida DORALICE me ajudem estou desesperada ajude meu filho por favor.

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